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Volta

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ALESSANDRO VOLTA   (1745 - 1827)


Alessandro Giuseppe Antonio Anastasio Volta nasceu em Como (próximo de Milão), Lombardia, Itália, em 18 de Fevereiro de 1745. Foi filho de condes e sua família chegou a pensar que ele era atrasado, pois só começou a falar depois dos quatro anos, talvez por conviver nos primeiros anos de vida com pessoas pouco cultas. Apesar disso, o seu espírito evoluía e aos sete anos estava ao mesmo nível das outras crianças de sua idade.

Foi nesta altura que o pai morreu e Volta foi viver com um tio. Estudou num Colégio de Jesuítas em Como, de onde saiu aos dezasseis anos, porém continuando seus estudos como autodidata.

Desde cedo foi uma pessoa interessada. Aprendeu outras línguas e matemática, mas aos 14 anos decidiu que seria físico pois viu-se fascinado pelas máquinas e pelos fenômenos elétricos. Começou então a orientar os seus maiores estudos para a física e para a eletricidade, assuntos já divulgados na época mas ainda pouco compreendidos.

Volta publicou o seu primeiro artigo, sobre eletricidade, em 1769. Com ele tornou-se conhecido e acabou por ser nomeado em 1774, com 29 anos, como professor de Física na Universidade da cidade de Como. No ano seguinte inventou a "eletrophorous", ou eletróforo, uma máquina que acumulava cargas eletrostáticas por indução. O eletróforo surgiu na continuação da garrafa de Leyden e prenunciava os modernos condensadores. Por esta invenção e pelos resultados conseguidos, Alessandro Volta ficou muito famoso.

Nos dois anos seguintes dedicou-se ao estudo da química, interessando-se também pelo estudo da eletricidade atmosférica. Fez experiências de ignição de gases através de faíscas elétricas. Em 1778 descobriu e isolou o metano. Em 1779 começou a lecionar Filosofia Natural (Física) na Universidade de Pávia, onde ficou durante 25 anos.

Em 1782 visitou diversos países europeus, onde teve oportunidade de conhecer várias personalidades proeminentes da época. Inventou outros dispositivos sobre eletricidade estática e em 1791 foi eleito membro da Royal Society de Londres, tendo recebido a medalha Copley.

Desde 1786, o fisiologista italiano Luigi Galvani fez diversas experiências em rãs dissecadas e estudou um fenômeno já antes descoberto, que consistia na contração de coxas de rã quando em contato com um arco constituído por dois metais diferentes. Galvani era de opinião que esta reação se devia a uma forma de "electricidade animal". Desenvolveu-se, então, uma polêmica entre Galvani e Volta, pois este último era de opinião que a eletricidade era devida aos metais diferentes em contato, e que o movimento da perna da rã devia-se a alguma reação dos músculos à diferença de potencial aplicada.

Com base neste raciocínio, Volta acabaria por construir em 1800 um aparelho com discos alternados de prata e zinco, separados por discos de cartão embebidos numa solução salina, empilhados uns sobre os outros. Este empilhamento ficou conhecido como Pilha de Volta.

Foi a sua maior invenção e tornou o seu nome definitivamente ligado à história da eletricidade, pois foi o primeiro gerador elétrico capaz de fornecer uma corrente de forma contínua, sendo seu princípio de funcionamento utilizado até os nossos dias. Mais tarde, Volta criou outra forma de gerador, designado "bateria de Volta" ou "coroa de copos", em que peças metálicas eram mergulhadas em copos contendo uma solução salina, colocados em série. Esta disposição permitia-lhe obter maiores tensões do que com a pilha, pois esta apresentava um problema devido ao peso dos discos de metal sobre os discos embebidos, o que limitava a altura da pilha. Foi a primeira bateria elétrica da história e levou Alessandro Volta ao conhecimento do mundo científico.

Napoleão desejava conhecer a pilha elétrica e pediu-lhe para fazer demonstrações em Paris, o que aconteceu em 1801. Numa das experiências, Volta mostrou a tensão produzida pelo contato de uma placa de cobre e uma de zinco. Noutra, apresentou uma pilha com 88 discos de zinco e prata. Por fim, demonstrou a decomposição da água por ação da pilha. Volta foi muito homenageado e Napoleão convidou-o a prosseguir suas experiências sobre eletricidade na França, tornando Volta professor na Universidade de Paris. Além disso, outorgou-lhe o título de Conde em 1801, o fez membro associado do Instituto da França e em 1810 nomeou-o senador do Reino da Lombardia.

Durante toda sua vida Alessandro Volta continuou recebendo medalhas e honras em paises diferentes, independentemente do tipo de governo que existia na época. Depois da queda de Napoleão e com a Áustria dominando a Itália, Volta se manteve sempre em evidência. Faleceu em 5 de março de 1827, com 82 anos, em Cammago.

Em sua homenagem a unidade de medida da força eletromotriz, no Sistema Internacional, leva o nome de Volt. Em 1964 foi dado o seu nome a uma cratera lunar, a Crater Volta.

 

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