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HANS CHRISTIAN OERSTED   (1777 - 1851)


Hans Christian Orsted foi um dos mais importantes cientistas do século XIX, cuja participação foi crucial para o entendimento do eletromagnetismo. Em 1820 ele descobriu que uma agulha de bússola deslocava-se do sentido do norte magnético quando uma corrente elétrica era ligada em um fio que estivesse próximo. Isto mostrava que a eletricidade e o magnetismo eram fenômenos que tinham relação entre si, descoberta esta que serviu de base para a teoria do eletromagnetismo e para as pesquisas que levaram à tecnologia para a fabricação do rádio, da televisão e, mais recentemente, das fibras óticas.

Hans Christian Orsted nasceu em 14 de agosto de 1777, em Rudkobing, Dinamarca. Era filho de Soren Christian Orsted e Karen Hermandsen. Seu pai era farmacêutico em Rudkobing, na ilha de Langeland. Hans e seu irmão, Anders Sandoe Orsted (1778-1860), mais tarde professor de jurisprudência e política, foram educados em casa, tanto com professores particulares como por auto-aprendizado, educação esta que permitiu-lhes viajar para Copenhagem em 1793, e lá, no ano seguinte, se inscreverem e ingressarem na Universidade.

Ambos os irmãos mostraram ainda jovens terem excepcional aptidão, e já haviam definido por sua própria conta seus objetivos de vida para o futuro. Hans Orsted queria seguir seus estudos na área científica, mas seu interesse teve que ser inicialmente abafado pela necessidade de ele trabalhar na farmácia do seu pai. Por esta contingência ele acabou estudando para esta profissão, ainda mais porque não havia nesta época as cadeiras de física e química na Universidade de Copenhagem. Seria o próprio Oersted que as criaria nesta universidade, alguns anos depois. No início de 1797, ele passou nos exames de farmacêutico com distinção e já entre 1796 e 1797 escreveria os textos que foram premiados, de um tratado sobre o fluído amniótico. Dois anos depois, seria novamente premiado por uma dissertação sobre filosofia.

No verão de 1801, ganhou uma viagem de estudos, na qual ficou por três anos visitando a Alemanha e a França. Nesta viagem, pode estabelecer contato com grande físicos, químicos e matemáticos da época. Depois de sua volta, em 1806 Oersted se tornou professor na Universidade de Copenhagem, onde realizou suas primeiras experiências com correntes elétricas e também com acústica. Nos anos de 1812 e 1813 Orsted fez sua segunda grande viajem (Alemanha, Bélgica e França), e a partir de 1815 até sua morte, trabalhou como secretário da Royal Academia Dinamarquesa de Ciências e Escrita.

Durante uma manhã de abril de 1820, por obra do acaso, Orsted descobriria a evidência experimental de relação entre a eletricidade e o magnetismo. Enquanto preparava um experimento para uma de suas classes, ele observou algo que o surpreenderia. Naquela época, cientistas procuravam encontrar alguma ligação entre a eletricidade e os ímãs, porém sem sucesso. Chegaram a acreditar que não havia uma relação entre eletricidade e magnetismo.

Enquanto Oersted preparava os materiais, havia uma bússola, que não fazia parte da experiência, próxima a um fio pelo qual passava uma corrente elétrica, e a agulha da bússola imediatamente apontou para o fio. Oersted se surpreendeu e repetiu o experimento diversas vezes, sempre com o mesmo resultado. Este fenômeno havia sido descoberto primeiramente pelo italiano Gian Domenico Romagnosi em 1802, porém sua descoberta foi ignorada. Oersted escreveu sua descoberta e apresentou-a em Paris, com grande aceitação pelos físicos da época.

Hans Christian Orsted demonstrou o efeito de calor que ocorria em uma pilha voltaica, quando a agulha de uma bússola era forçada inversamente ao sentido que tomava ao aproximar-se. Isto ocorria toda a vez que a pilha estava em uso e levou-o à conclusão de que a corrente elétrica criava um campo magnético, nascendo, então, a ciência do eletromagnetismo. Oersted também foi um qúmico de destaque, tendo colaborado para a melhoria da fabricação do papel e estudado a compressibilidade dos líquidos e dos sólidos.

Faleceu em Copenhagem, em 9 de março de 1851. Em sua homenagem, a unidade de medida de intensidade de um campo magnético, no sistema C.G.S., leva o seu nome.

 

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