Nomes que Fizeram História

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Ampère

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ANDRÉ MARIE AMPÈRE   (1775 - 1836)


Nascido em Lyon, 1775, André Marie Ampère foi um autor precoce de trabalhos de matemática, tornando-se conhecido em 1802 com a divulgação de suas Considerações Sobre a Teoria Matemática dos Jogos, embora já fosse professor de física desde 1801. Desde os 12 anos já estava familiarizado com Matemática avançada. Ele viveria, contudo, grandes dissabores familiares: com 18 anos, no período da Revolução Francesa, seu pai foi guilhotinado durante uma sublevação na cidade de Lyon; com menos de 30 anos perdeu a esposa, com quem estava casado havia pouco tempo.

Também foi professor de Química e em 1814 fez a distinção entre átomos e moléculas e desenvolveu a hipótese (que já havia sido formulada independentemente por Avogadro) segundo a qual os gases contém o mesmo número de moléculas se estiverem em volumes iguais e nas mesmas condições de temperatura e pressão.

Quando era professor de Matemática, em Paris - 1820, viu a experiência do dinamarquês Oersted, que apresentou nessa cidade, na Academia Francesa de Ciências, sua descoberta: uma agulha imantada sofria desvio na vizinhança de um condutor metálico percorrido por corrente elétrica. Isso provocou enorme interesse entre os pesquisadores franceses, que se apressaram a investigar mais sobre o assunto.

Um dos mais entusiasmados nessa tarefa foi justamente Ampère. De fato, apenas uma semana após aquela apresentação ele já conseguia representar, de maneira prática, o fenômeno do desvio da agulha. É o que hoje conhecemos como regra da mão direita. Esta regra representou o aparecimento dos conceitos de linhas de força e campo magnético, posteriormente generalizados por Faraday.

Até então, o fenômeno magnético só podia ser observado com auxílio de materiais magnetizados, como ímãs ou limalha de ferro, e somente a estes materiais era relacionado. Ampère descobriu que o fenômeno da atração e repulsão magnética também pode ser associado à corrente elétrica em fios condutores. Demonstrou sua descoberta em fios percorridos por eletricidade, instalando fios paralelos eletrificados. Quando a corrente percorria ambos no mesmo sentido, eles se atraíam, repelindo-se caso o sentido de uma das correntes elétricas fosse invertida. Esta demonstração representou o início de toda a teoria eletrodinâmica.

Ele também pesquisou o magnetismo provocado por uma corrente que percorre um fio disposto em círculo. Concluiu teoricamente que, se o fio estivesse enrolado em espiral, o resultado seria o mesmo produzido por uma barra imantada. Este é o princípio básico dos solenóides, largamente utilizados hoje em dia.

Podemos dizer que suas experiências abriram um novo terreno no estudo dos fenômenos elétricos: o da eletricidade em movimento, ou Eletrodinâmica. Seu trabalho é importante porque não se compõe apenas de descobertas e experimentos, mas porque ali os fenômenos elétricos e magnéticos são também descritos matematicamente.

Em 1823, Ampère chegou a afirmar que as propriedades de um ímã eram causadas por correntes elétricas diminutas, que circulavam em seu interior. Isso ocorreu mais de setenta anos antes que se conhecessem as partículas elétricas que se movimentam nos átomos, as quais, de fato, são responsáveis pelos campos magnéticos. Ampère inventou o primeiro telégrafo elétrico. Faleceu em Marselha, em 1836.

Em sua homenagem, a unidade de medida de corrente elétrica, no Sistema Internacional, leva o seu nome.

 

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